21 agosto 2014

Fernanda Lira no Heavy Metal Online

"As pessoas pecam em atrelar a carreira da banda (Nervosa) a uma apresentação de quase três anos atras" - Fernanda Lira, sobre o programa Show Livre


O programa Heavy Metal Online, do grande guerreiro Clinger Teixeira, soltou recentemente sua mais nova edição. 

Além de entrevistas com Amen Corner, Payhologic Noise e Escarnium, o HMO trouxe também uma conversa esclarecedora com Fernanda Lira, baixista/vocalista do Nervosa e apresentadora do Heavy Nation/Rádio UOL.

No bate papo conduzido por Clinger, Fernanda comentou sobre as criticas que a banda recebeu após se apresentarem no programa Show Livre, cerca de dois anos atrás. "Eu não tenho vergonha em assumir que a gente tocou mal", diz Fernanda. "As pessoas tem dificuldade de entender é que na época éramos uma banda muito crua. Elas pecam em atrelar a nossa carreira a uma apresentação que ocorreu há quase três anos", desabafa.

Assista a entrevista na íntegra:


Heavy Nation no Planno D

Foi com muita honra que eu participei do "5 Rocks", do meu grande brother Dewwytto.

Para quem ainda não conhece, o "5 Rocks" é um quadro do canal Planno D criado para divulgar lançamentos nacionais e apresentar alguns clássicos pra galera mais nova. Neste em especial, comentamos sobre os cds das bandas Exhortation, Executer, Desdominus, Spreading Hate, e para ostentar ainda mais, exibimos o lindo single "Hungry for Heaven", do eterno Dio.

Assista!
Para assistir mais videos do Planno D, acesse: http://goo.gl/bN9FC3

Eternal Malediction - "I, Enemy" (Single 2009/2014)

Por Julio Feriato


O Eternal Malediciton foi uma banda de black metal formada na cidade de Osasco/SP e que obteve uma boa repercussão com suas demos, mas principalmente pelo álbum "Endeavour Through Thorns", lançado em 2006. Eis que agora em 2014, o grupo voltou se reunir para relançar "I, Enemy", um single com três músicas gravadas originalmente 2009.

Segundo o vocalista Heverton Souza, o relançamento deste material tem o "intuito de divulgar um trabalho que não teve a devida exposição em seu período de lançamento".

De fato, engavetar um trampo com tanta qualidade é um pecado. Se nos registros anteriores o grupo já demonstrava estar bem a frente do que era produzido no país dentro do gênero, este mini-cd prova que eles teriam se tornado um dos nomes mais importantes de nossa cena caso não tivesse se dissolvido!


E não é de se estranhar tanta maestria, basta sacar o currículo de alguns dos membros: Heverton Souza (vocal), atualmente no Imperium Infernale; Rafael Souza (guitarra), Augusto Lopes (guitarra), ex-Torture Squad e atualmente no Fanttasma; Pedro Salles (baixo), praticamente o mentor do Avec Tristesse; e Betto Cardoso (bateria).

E foi esse time que gravou as três faixas do cd. São elas: "The Process", a mais agressiva, daquelas que abrem um álbum arrebentando tudo), "I, Enemy", um pouco mais cadenciada, com belos riffs de guitarra e instrumental rico em dedilhados, e "Ego Rex", que deixa transparecer as influências do black metal norueguês de bandas como Emperor (principalmente) e Satyricon, embora com muito mais ênfase na melodia e detalhes mais viajantes.

Com certeza um registro indispensável não só para quem gosta de black metal, mas também para os que apreciam boa música. E quem quiser adquirir sua cópia é melhor correr, pois foram prensados apenas 500 cds, que estão sendo vendidos pelo e-mail luxpress1@gmail.com por apenas 10 reais (frete incluso).

NOTA 9



20 agosto 2014

Higher - "Higher"

Por Julio Feriato

Formado por músicos que vieram do campo do jazz e da música instrumental, a banda paulista Higher, vem com a proposta de fazer heavy metal "livre de qualquer pretensão comercial ou mercadológica que eventualmente pudesse interferir no aspecto artístico".

E dá pra sacar que esse lance despretensioso impera nas nove músicas apresentadas neste álbum de estreia, pois o grupo consegue ir do metal tradicional e dar uma volta em outros gêneros como power, prog. metal e até algumas coisas mais extremas que remetem ao Cynic e o Death por conta dos ótimos riffs de guitarra e boas melodias, como na faixa "Make It Worth".

O problema é que mesmo com tantas características positivas, o resultado final não empolga, não te prende, não faz você querer ouvir determinada música repetidas vezes. E talvez o principal motivo seja o vocalista Cezar Girardi. Não, ele não canta mal. Mas o sotaque do seu inglês é muito forte e convenhamos que isso atrapalha um bocado (a faixa "Keep me High" resume isso muito bem), principalmente se a banda almeja conseguir algo no exterior. Outro grande vilão foi a produção de Thiago Bianchi (Shaman, Notturnal), que parece não ter acertado a mão principalmente no timbre das guitarras e deixou tudo mecânico demais, sem brilho.

Com o ótimo currículo que tanto os músicos quanto o produtor possuem, era de se esperar algo bem acima do que foi apresentado neste álbum. Não foi desta vez.

Nota: 6



Mais Informações:
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http://www.twitter.com/highermetal

http://www.youtube.com/highermetalband

17 agosto 2014

Shadowside: assista ao novo videoclipe "Habitchual"


A banda santista Shadowside lançou recentemente seu mais novo video para "Habitchual", música que faz parte do aclamado "Inner Monster Out", lançado em 2011.
Toda a trama teve como set de filmagem o Centro Histórico de Santos. No vídeo, Dani Nolden (vocal), Raphael Mattos (guitarra), Fabio Carito (baixo) e Fabio Buitvidas (bateria) tocam em um ambiente bem rústico, enquanto a atriz Rida Principessa interpreta o sofrimento de pessoas escravas dos mais diversos vícios como sexo, drogas, bebidas, entre outros. Confira:

31 março 2014

A maratona de shows do mês de março: leia o que rolou

Por Julio Feriato

Realmente não dá para discordar quando dizem que São Paulo tornou-se a capital mundial dos shows de heavy metal. Basta ver quantidade de eventos dedicados ao estilo em praticamente todos os finais de semana (e às vezes até no meio dela), tanto com shows internacionais de bandas consagradas quanto o de bandas menores. Ou seja, a única coisa que o headbanger paulistano pode reclamar é se tem dinheiro para acompanhar tudo o que acontece na cidade.
Os dois Mários: Pastore e Linhares / Foto: Pri Secco

A simpática cantora alemã Doro Pesch se apresentou no Carioca Club no dia 8 de março. Com a casa cheia, ela fez um show impecável recheado de clássicos de sua antiga banda, WARLOCK.

No dia 15, exatamente uma semana depois, a banda baiana de black metal MYSTIFIER tocou na Fofinho, tradicional casa de shows que realiza eventos dedicados ao metal extremo. Na mesma noite, os brasilienses do DARK AVENGER fizeram um show especial na Clash Club. Especial porque seria o último do grupo antes do vocalista Mario Linhares enfrentar uma cirurgia na coluna (realizada na semana seguinte). A Clash encheu de fãs fervorosos que sabiam de cor cada música executada do novo álbum "Tales of Avalon - The Lament" e as cantavam em uníssono. Linhares respondeu à altura e não se abalou nem depois do susto de cair do palco, retornando alguns segundos depois como se nada tivesse acontecido. 

O evento também contou com as bandas PASTORE e ZALTANA. Esta última não agradou muito com seu metal moderno, talvez por ser completamente desconhecida por aqui. Já o Pastore, que entrou em seguida, tinha mais admiradores. Neste show de São Paulo, o grupo estava totalmente reformulado e da formação original ficou apenas o vocalista Mario Pastore. A banda lançou em 2012 o álbum "The End of Our Flames" que foi muito bem recebido tanto pela crítica quanto pelo público, e ainda foi um dos álbuns de metal mais vendidos no Japão ao lado de nomes consagrados do estilo.
Iced Earth no Carioca Club / Foto: Evandro Camellini
No último dia 23 de março, os norte-americanos do ICED EARTH fizeram uma bela apresentação no Carioca Club. A banda divulga "Plagues of Babylon", seu mais recente trabalho de estúdio e segundo com o vocalista canadense Stu Block.

Casa lotada e show impecável apesar do setlist não conter tantos clássicos. Mas não esqueceram de músicas obrigatórias como "The Hunter", "Burning Times" e "Watching Over Me". A banda estava entrosada, mas foi impossível não notar a cara de poucos amigos do guitarrista e líder Jon Schaffer. Tudo bem que ele nunca foi de se movimentar muito, mas neste show ele parecia uma estátua. Mais tarde foi divulgado que o motivo da sua falta de interação foi porque ele sentia muitas dores nas costas. Stu Block também não estava 100% devido uma infecção na garganta que teria tido naquela mesma semana.
Thiago Bianchi e Aquiles Priester, da Noturnall / Foto: Marcos Cesar

E a maratona mês de março fechou em grande estilo neste último final de semana. No sábado (29) o lendário guitarrista alemão Uli Jon Roth (ex-SCORPIONS) tocou no Manifesto Bar ao mesmo tempo em que a NOTURNALL, banda formada por integrantes do SHAMAN e que conta com o baterista Aquiles Priester (HANGAR, ex-ANGRA), se apresentava no Carioca Club com casa lotada.

O show foi memorável, tanto em termos técnicos como qualidade do som e iluminação, quanto da performance dos músicos que estão afinadíssimos e muito bem entrosados. A noite ainda contou com a participação especial de Russel Allen, vocalista da banda norte-americana SYMPHONY X, que praticamente roubou a cena com sua voz poderosa e pela sua altura (Thiago Bianchi, vocalista da NORTURNALL, ficou baixinho perto dele mesmo usando botas plataforma). Tudo foi registrado para um DVD que pretendem lançar em breve.
Fernanda Lira (Nervosa) / Foto: Julio Feriato
No domingo (30), o trio feminino de thrash metal NERVOSA lançou oficialmente seu primeiro álbum, "Victim of Yourself", no Brasil. O show de lançamento foi no Hangar 110 e também contou com as bandas LEATHERFACES e LAMA NEGRA, que abriram a tarde em alto estilo. Já a NERVOSA fez uma apresentação digna de banda grande. O som estava ótimo e as garotas deixaram todos boquiabertos com sua performance.

Provavelmente alguns que ali estavam fizeram parte da galera que adorava criticá-las no passado, mas cada vez mais essas críticas negativas aos poucos se tornam positivas à medida que o trio consolida seu nome no mercado mundial do heavy metal. Uma grande prova disso é que "Victim of Yourself" já é campeão de vendas do selo Die Hard, tanto no atacado quanto no varejo, e na Europa a gravadora Napalm Records planeja uma turnê da banda tanto no velho continente quanto na América do Norte.

Conquistas que poucos conseguiram em tão pouco tempo e pode "reabrir" as portas para que outros nomes do metal nacional possam conseguir o mesmo.
HIM em São Paulo / Foto: Edi Fortini
Fechando o domingão, após assistir a excelente apresentação da Nervosa, foi a vez de ir ao HSBC Brasil para conferir de perto o show dos finlandeses do HIM, que se apresentaram no Brasil pela primeira vez. A banda tem no currículo o fato de ter sido uma das que mais venderam álbuns nos anos 2000 na Europa e há muito tempo que o público brasileiro esperava por uma apresentação por aqui.

A expectativa foi confirmada com a presença em massa dos fãs que deram um show à parte, pois quando os integrantes entraram no palco e começaram a tocar "Buried Alive by Love", o som que estava um exagero de tão alto foi abafado pelos gritos da plateia. Foi uma apresentação recheada de clássicos como "Join Me in Death", "For You" e "Wicked Game", com direito a invasões de fãs no palco e até um sutiã bordado com o símbolo da banda foi arremessado para o vocalista Ville Valo. 

Ficou nítido que os finlandeses não esperavam uma recepção tão calorosa do público brasileiro e com certeza não irão demorar tanto para voltar ao país.


01 dezembro 2013

Com casa lotada, DARK AVENGER faz show memorável e reafirma seu nome no metal nacional

Por Julio Feriato / Fotos: Aliny Segadilha


A brasiliense Dark Avenger pode não ter uma carreira sólida como o Angra, mas não podemos ficar alheio à sua importância dentro do cenário nacional desde o lançamento do debut, homônimo, em 1995.

Após soltar o EP "X Dark Years" em 2003, o grupo atualmente formado por Mario Linhares (vocal), Leonel Valdez e Jeff Castro (guitarras), Gustavo Magalhães (baixo) e Kayo Jonh (bateria) promove o álbum "Tales of Avalon - The Lament". Com produção de Tito Falaschi e mixagem do renomado Michael Vagener, produtor norte-americano que já assinou trabalhos do Hammerfall e Skid Row, o trabalho havia ficado engavetado durante quase três anos por problemas contratuais com antigos empresários.

Mas eis que agora, em 2013, a banda conseguiu licenciá-lo e fez o lançamento oficial no dia 13 de novembro. O Heavy Nation esteve entre os convidados para conferir de perto a grande apresentação de retorno do Dark Avenger aos palcos, ocorrida no Teatro dos Bancários, em Brasília (DF).


A casa estava lotada em plena quinta-feira, o que mostra o quanto a banda é bastante considerada por lá. O show foi impecável! Mário Linhares continua sendo umas das figuras mais carismáticas do metal brasileiro e ainda canta como poucos. Já os outros integrantes, apesar de bem entrosados, poderiam se mexer e agitar mais, principalmente o baixista Gustavo Magalhães, que praticamente não se moveu durante a apresentação toda. Talvez o nervosismo e a preocupação em "sair bem na fita" tenha atrapalhado, afinal de contas, fazia muitos anos que não se apresentavam ao vivo e com certeza não queriam fazer feio.

Algumas músicas do novo álbum como "From Father to Son", "Stronger Than Death", "Doomsday Night" e "Broken Vows" foram tocadas pela primeira vez ao vivo e provavelmente muitos ainda não as conheciam mesmo o álbum tendo vazado na Internet há muito tempo. Mas foi em velhas conhecidas como "Rebellion", "Dark Avenger" e "Armageddon" que o público realmente se empolgou. Particularmente acho que "Madelayne" poderia ter sido incluída no set list no lugar de "No More Tears", cover de Ozzy Osbourne.


Segundo Mario Linhares, o Dark Avenger retornou para finalmente consolidar seu nome no mercado musical do país. Se depender do profissionalismo apresentado naquela noite, essa não será uma tarefa difícil. Que sejam muito bem vindos!

Set list
"Intro"
"And So Be It…"
"From Father to Son"
"Stronger Than Death"
"Doomsday Night"
"The Knight on the Hill"
"Broken Vows"
"Can You Feel It?"
"No More Tears" (Ozzy Osbourne)
"Rebellion"
"Dark Avenger"
"Armageddon"

05 novembro 2012

MARIO LINHARES no Heavy Nation

Mario Linhares, mais conhecido como vocalista do DARK AVENGER, esteve no Heavy Nation para divulgar o novo trabalho de sua outra banda, o HARLLEQUIN
"Hellakin Riders" é o novo álbum da banda brasiliense Harllequin, liderada por Mario Linhares, vocalista muito popular na cena nacional. 

O músico esteve recentemente em São Paulo e aproveitou para gravar entrevista ao Heavy Nation, onde ele falou sobre sua carreira, novos projetos e ainda deu detalhes sobre o porquê do Dark Avenger estar praticamente parado mesmo tendo um novo trabalho praticamente pronto.

O novo álbum do Dark Avenger está pronto, mas ainda não temos permissão para lançá-lo", explicou Linhares.

Outros assuntos foram abordados, inclusive sobre quase ter sido vocalista do Vision Divine e os problemas de saúde que o impediram de ocupar o posto deixado por Fabio Lione.




07 maio 2011

HELLOWEEN e STRATOVARIUS em São Paulo: Show recheado de clássicos empolga fãs

Por Julio Feriato/Fotos: Lucas Lima (UOL)
Data: 06/05/2011
Local: Credicard Hall - São Paulo/SP

Quando foi anunciado que HELLOWEEN e STRATOVARIUS fariam uma turnê juntos pelo Brasil, uma grande expectativa foi gerada, afinal de contas, essas bandas são consideradas as maiores representantes do metal melódico mundial. De um lado, está o Stratovarius, que tenta recuperar seu prestígio com Elysium, seu mais recente trabalho, que foi uma tentativa de tentar voltar à sonoridade que os consagrou no passado. Do outro, temos o Helloween, criadores do que hoje rotulamos como power metal melódico, com seu 7 Sinners, disco lançado ano passado que surpreendeu por ser mais pesado e agressivo do que seus antecessores.


Às 22h em ponto, o Stratovarius sobe ao palco ao som dos primeiros acordes de "Infernal Maze", faixa do novo álbum, que engana por inicialmente ser meio "viajandona", mas é apenas um prelúdio ao poderio power metal bem ao estilo do grupo. A plateia se empolgou e os ovacionou o tempo todo, principalmente quando a banda anunciou "Eagleheart" como próxima música. Mas a empolgação do público não durou muito. Tocaram mais uma música do novo trabalho, e a reação não foi a mesma. Infelizmente, a banda só conseguia levantar a plateia quando tocava alguma música da fase Timo Tolkki. Um grande exemplo foi "The Kiss of Judas", hit do álbum Visions, cantada em uníssono; assim como "Paradise" e "Hunting High and Low". Mesmo assim, a banda estava morna, sem sal. O público percebeu isso, e por consequência, também esfriou.


O guitarrista Matias Kupiainen, que teve a árdua tarefa de substituir Timo Tolkki, parecia apagado. O cara não tem presença alguma a deu a impressão de que é apenas um músico contratado em vez de membro efetivo. Em compensação, o vocalista Timo Kotipelto é um ótimo frontman, dono de imensa simpatia e voz única.


Fecharam o set com a bela "Black Diamond", que é uma das melhores canções de power metal já escritas! Infelizmente, apesar de alguns momentos mais calóricos, essa foi uma apresentação que não convenceu. Estariam acanhados por ser uma banda de abertura e não a principal como acontecia antigamente? Nunca iremos saber.


Não demorou muito para que o Helloween começasse sua apresentação, e iniciaram de forma curiosa. A intro que emendou "For Those About the Rock", clássico do AC/DC, com a famosa introdução "Happy Happy Helloween", do LP Walls of Jericho, deu a entender que eles iriam abrir com "Ride the Sky". Mas "Are You Metal?", do novo CD, foi a canção que deu início ao espetáculo. De cara, já deu para perceber no quanto eles estão entrosados e afinados (sinceramente, eu não esperava outra coisa). "Are You Metal?" é uma das músicas mais pesadas já composta pela banda, e foi o primeiro single de 7 Sinners, que deu uma prévia de que este seria um trabalho bem diferente do fiasco Unarmed - Best Of - 25th, um álbum de regravações duvidosas que foi intensamente criticado de forma negativa por fãs e imprensa.


"Eagle Fly Free", da fase Keepers, veio em seguida, dando a entender que seria uma noite especial e recheada de clássicos. E realmente foi assim. "Steel Tormentor" foi a música lembrada do excelente The Time of the Oath (melhor disco da fase Andi Deris, na opinião deste que vos escreve), e em seguida, deram prioridade ao novo CD. Tocaram a fraca "Where the Sinners Go", que esfriou a plateia por ser meio paradona (no lugar dela poderiam ter tocado "Who is Mr. Madman?"!), mas logo se redimiram com "World of Fantasy", excelente composição que também faz parte do novo álbum, e "You Stupid Mankind", onde Andi Deris ironizou dizendo que é uma música "bem do mal", composta por Shasha.


Dali em diante, foi a vez de priorizarem os clássicos que todos estavam ávidos em vê-los tocar. "I´m Alive", da fase Keepers of the Seven Keys, foi responsável por quase derrubar o lugar, e "Forever and One (Neverland)" executada em versão acústica, com Andi e Sasha nos violões, serviu para acalmar o agito de outrora. Particularmente não gosto dessa faixa, mas é incrivel como ela sempre é cantada em uníssomo por todos. "A Handful of Pain" serviu de prelúdio para o grande momento da noite: um medley de "Keeper of the Seven Keys, The King for a 1000 Years e Halloween". "Eu sempre leio na Internet fãs questionando do porquê nunca tocarmos essas músicas", diz Andi Deris, "mas elas são muito longas!" Nem preciso dizer que foi lindo, e a plateia aprovou.


"I Want Out" foi a última antes do bis final, que seria mais do que especial. Mas não posso deixar de elogiar o vocalista Andi Deris. Eu tinha bronca do Helloween ao vivo justamente por causa dele; mas sua voz melhorou drásticamente, ele está cantando como nunca, e não fez feio nem nas músicas mais difíceis como as da fase Michael Kiske. Aliás, muita gente ainda sonha em ver Kiske de volta ao grupo, mas Andi conquistou seu lugar de tal maneira que, atualmente não consigo mais imaginar o Helloween sem ele. O cara é uma das figuras mais carismáticas do metal mundial, e também é uma simpatia; brinca com todos o tempo todo, e até arriscava algumas palavras em português. Em determinado momento, fez menção de quando participou da gravação no DVD do Shaman, ex-banda do amigo André Matos (ele fez questão de dizer isso) que havia sido no mesmo local. O talento de Kiske é inegável, mas se for levar em consideração ao que lemos em suas recentes entrevistas, é melhor ele ficar quietinho lá na Alemanha mesmo.


Outro integrante que se destaca é o guitarrista Sascha Gerstner. Sempre sorridente, andava de um lado para o outro e agitava bastante, bem diferente do seu companheiro Michael Weikath, um dos membros originais do grupo. O único ponto negativo em Sasha foi sua roupa, que mais parecia o uniforme das Paquitas.

O esperado bis não decepcionou. Detonaram "Ride the Sky" (nessa hora quase fiquei sem voz, pois essa foi a primeira música do Helloween que escutei em minha vida), continuaram com "Future World" e fecharam com "Dr. Stein", momento em que os vencedores do concurso que premiou os fantasiados de Dr. Stein subiram ao palco para cantar juntos. E para minha surpresa, não é que a Paula [Baldassarri, apresentadora do programa Heavy Nation] estava lá também?! A safada nem me falou nada!


Antes de finalizar, não posso deixar de registrar uma critica a duas coisas. O primeira é sobre o Credicard Hall. A casa tem uma ótima infraestrutura e blá, blá blá, mas peca no sentido mais importante: o palco é baixo demais. Quem fica lá atras praticamente não consegue assistir o show de uma maneira decente, e é obrigado a ficar olhando para o telão a cada 5 segundos. Convenhamos, pagar mais de 100 reais para assistir a banda pelo telão não é legal!


A segunda é sobre uma birra que com toda certeza do mundo não é só minha: por que os locais de eventos como esse sempre tem acontecer lá onde a ponte quebra? Aliás, por que as famosas casas de espetáculos de São Paulo são sempre em lugares completamente fora de mão e difícil acesso? E ainda, por que nenhuma delas foi construida no centro da cidade, lugar muito mais acessível à pessoas como eu, que não possui carro e não tem coragem de desembolsar 50 reais (ou mais) para pagar um taxi? 

Para esses "excluidos", restou ir a pé até a estação de trem Santo Amaro, e aguardar o horário de abertura da mesma para poder voltar pra casa, e garanto, não fomos poucos. O espetáculo terminou lá por 1 e tantas da madruga, então imagine o tempo em que vários metalheads ficaram na porta da estação... Para passar o tempo, escrevi o esboço desta matéria que você esta lendo.

Um pequeno contratempo que não tirou de maneira alguma o brilho da noite, que ficará na memória dos fãs como uma das melhores passagens do Helloween pela capital paulista.

Setlist:
01. Are You Metal?
02. Eagle Fly Free
03. Steel Tormentor
04. Where the Sinners Go
05. World of Fantasy
06. You Stupid Mankind
07. I’m Alive
08. Forever and One (Neverland)
09. A Handful of Pain
10. Keeper of the Seven Keys / The King for a 1000 Years / Halloween
11. I Want Out
————-
12. Ride the Sky
13. Future World
14. Dr. Stein

04 março 2011

Programa Heavy Nation


É com grande satisfação que anuncio a estréia do programa HEAVY NATION, que irá ao ar pela rádio UOL a partir de 14 de março! Será um programa semanal, dividido em três blocos, sendo produzido e apresentado por mim, Julio Feriato, e pela experiente locutora Paula Baldassarri. 

Detalhe: o HEAVY NATION é o único programa dedicado exclusivamente ao Metal da programação do UOL!

Também teremos o blog Heavy Nation, que nada mais é do que uma extensão de tudo o que não deu para incluir em nossa programação semanal. Lá teremos espaço para entrevistas com bandas, resenhas de shows e Cds, além de noticias do que rola no meio.

Portanto, fiquem atentos no site do UOL! Dia 14 de março de 2011, é nóis!!