Por Krampus
| Foto promocional do álbum "Like an Everflowing Stream". |
No início dos anos 1990, a Suécia consolidava seu nome como um dos principais polos do death metal mundial. Com uma sonoridade própria — marcada por guitarras densas e atmosfera sombria —, bandas como ENTOMBED e CARNAGE ajudaram a definir os rumos do gênero. Nesse cenário efervescente, o DISMEMBER surgia como um dos nomes mais promissores da cena.
Assim como seus compatriotas do NIHILIST e do ENTOMBED, o DISMEMBER já lançava demos desde 1988. No entanto, enquanto o ENTOMBED estreou em 1990 pela Earache Records, o DISMEMBER levou cerca de 11 meses a mais para lançar seu primeiro álbum pela Nuclear Blast.
| Carnage. |
A demora pode ser explicada por diferentes fatores: desde o tempo necessário para a contratação pela gravadora até o envolvimento de seus integrantes — Matti Kärki, David Blomqvist e Fred Estby — com o primeiro disco do CARNAGE, "Dark Recollections". Vale lembrar que algumas faixas originalmente ligadas ao repertório do DISMEMBER, como "Self Dissection" e "Death Evocation", acabaram sendo registradas nesse álbum.
Naquele período, a cena sueca de death metal era marcada por intensa colaboração entre músicos. Kärki, por exemplo, chegou a substituir Johan Liiva — que posteriormente integraria o ARCH ENEMY. Já Michael Amott deixou o CARNAGE rumo ao CARCASS, enquanto outros integrantes circularam por bandas como o próprio ENTOMBED. Era um cenário de trocas constantes, típico de um movimento ainda em formação.
Embora compartilhe três integrantes com o CARNAGE, o DISMEMBER apresenta aqui uma sonoridade renovada. Em relação a "Left Hand Path", o álbum soa mais sombrio e ameaçador, apostando em contrastes entre velocidade e cadência. Faixas como "And So Is Life" evidenciam o uso inteligente de melodias e variações rítmicas, enquanto elementos pouco usuais, como vocais em coro, ampliam a atmosfera das composições.
Outro destaque é "Dismembered", cuja introdução longa e sinistra cria tensão antes de evoluir para passagens intensas, marcadas por blast beats e mudanças de andamento. Já "Bleed for Me" revela resquícios do punk sueco, ainda que em menor grau, enquanto "Skin Her Alive" flerta com o thrash metal, podendo facilmente ser associada a nomes como Darren Travis ou Mille Petrozza.
Sem a necessidade de analisar faixa a faixa, fica evidente que o DISMEMBER entregou um trabalho mais sombrio e consistente do que muitos de seus contemporâneos. Até mesmo escolhas estéticas típicas da época, como os efeitos vocais em "Defective Decay", soam coerentes dentro do contexto do início dos anos 1990.
Recentemente, a banda anunciou seu retorno com a formação original, reacendendo o interesse dos fãs por um dos nomes mais importantes do death metal escandinavo.
Data de lançamento: 28 de março de 2010 [originalmente de 1991]
Fred Estby – Bateria, Letras;
Matti Kärki – Vocal, Letras;
David Blomqvist – Guitarra Rítmica (solo na faixa 1);
Robert Sennebäck – Guitarra Rítmica;
Richard Cabeza – Baixo;
Participação especial de
Nicke Andersson [baterista do Entombed ] – Guitarra Solo (faixas 2-8).
1 Override of the Overture
2 Soon to Be Dead
3 Bleed for Me
4 And So Is Life
5 Dismembered
6 Skin Her Alive
7 Sickening Art
8 In Death's Sleep
9 Deathevocation
10 Defective Decay
11 Torn Apart
12 Justifiable Homicide

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