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O selo Psywar começou as atividades como uma campanha pela derrubada do governo Bolsonaro. Foto: Fernanda Lira (Instragram). |
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O selo se prepara para lançar o novo álbum da banda mineira TRASTE |
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O selo Psywar começou as atividades como uma campanha pela derrubada do governo Bolsonaro. Foto: Fernanda Lira (Instragram). |
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O selo se prepara para lançar o novo álbum da banda mineira TRASTE |
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Alex Kirst (bateria), Geoff Siegel (guitarra), Inger Lorre (vocal), Cliff D. (baixo) e Sam Merrick (guitarra) |
THE NYMPHS foi uma banda liderada por Inger Lorre, uma cantora e compositora enigmática, que provavelmente também foi uma das musicistas mais talentosas de sua geração. Eles eram claramente uma banda competente e com visão de futuro, mas, que não fora criada para se encaixar no mundo comercial. Na verdade, se você está procurando um exemplo de um grande conceito que falhou e queimou, é esse.
Essa é uma história sobre como é difícil ser bem-sucedido no setor musical.
Com sede em Los Angeles no final dos anos 80, a banda foi arrebatada pela gigante gravadora Geffen Records e considerada uma revelação. Soando muito diferente de tudo na época, seu incendiário hard rock alternativo galvanizou a gravadora a acreditar que a banda tinha a chave para o futuro. De muitas maneiras, eles fizeram um álbum impressionante, dirigido pelo respeitado produtor britânico Bill Price, o mesmo homem que domou os Sex Pistols, incendiou o Clash e deu aos Pretenders um som que continua a perdurar.
"Eu preciso dizer que ele era um cara muito amigável, bastante formal, mas um homem que era fácil de se conviver e que nos ajudou bastante", declarou o guitarrista Geoff Siegel, em uma entrevista na época.
No entanto, como Siegel aponta tristemente, o relacionamento entre os membros da banda foi tenso, o que não tornou o processo de gravação confortável.
"Éramos conhecidos por sermos uma banda instável", lamenta. "E certamente nunca nos demos muito bem, pois nada que essa banda fez foi fácil. Todo o processo de gravação foi muito caótico, havia discussões constantes entre nós sobre tudo e qualquer coisa. Suponho que uma maneira de ver isso é que a tensão dentro da banda ajudou a aumentar o nível geral de intensidade, o que foi um grande impulso para a maneira como tocamos no álbum."
O estresse em estúdio aumentou quando Price foi subitamente escalado pela gravadora para trabalhar com o Guns N" Roses, que estava a trabalhar no disco "Use Your Illusion", o que deixou a galera do Nymphs bem puta da cara.
"Disseram-nos que Bill passaria um mês trabalhando com o Guns N' Roses e depois voltaria para nós", suspira Siegel. "Mas no entanto ele retornou somente depois de uns quatro ou cinco meses, e, realmente, isso destruiu a banda. Nós argumentamos que Bill deveria ficar conosco, mas que chance tínhamos contra uma grande banda como o GN'R? Eles sempre iriam ganhar".
De qualquer modo, não é justo dizer que David Geffen, chefão da gravadora Geffen, tenha "abandonado" os Nymphs. Ele garantiu que os músicos tivessem dinheiro para continuar vivendo enquanto esperavam a volta de Bill e também garantiu que houvesse um orçamento decente para promover o álbum.
Porém, o Nymphs não era uma banda que aceitaria humildemente uma decisão de negócios com a qual eles discordavam veemente... A vocalista Inger Lorre era alguém que tinha sua própria maneira de defender sua opinião, fato que o executivo Tom Zutatut veio a descobrir de uma maneira nem um pouco ortodoxa.
"Você tem que entender a situação em que estávamos na época", defende-se Inger ao explicar os eventos que levaram a um dos mais infames incidentes do mundo da música na década de 1990.
"Assinamos nosso contrato com a gravadora mais ou menos na mesma época que o Red Hot Chili Peppers e Jane's Addiction. Mas, Tom Zutaut queria nos manter no gelo até, como ele mesmo disse, chegar a hora certa. Então, não apenas não fomos autorizados a entrar no estúdio por muito empo, mas também não podíamos tocar ao vivo".
"Como dependíamos totalmente do dinheiro que recebíamos da Geffen para viver, todos nós tínhamos medo de fazer qualquer coisa que os incomodasse, porque poderia acabar conosco. Então seguimos suas intruções. mas quando entramos no estúdio, o Jane's Addiction já tinha dois álbuns lançados, e os Chili Peppers também tinha um lançado."
Mais tarde, quando Inger descobriu que Bill Price estava trabalhando com o GN'R, as coisas ficaram muito mais tensas.
"Certo dia, cheguei ao estúdio e encontrei os engenheiros enrolando nossas fitas guardando-as. Quando perguntei o que estava acontecendo, eles me disseram para perguntar à Geffen. Então tentei ligar de casa para o Tom, mas não consegui mesmo após várias tentativas.
"A essa altura eu já estava bêbada e muito enfurecida! Então decidi ir pessoalmente até o escritório da Geffen e confrontá-lo cara a cara. Chegando lá me disseram que ele estava em uma reunião e decidi esperar."
"Enquanto esperava eu devo ter bebido uns oito copos de café ou água. Até que finalmente eu entrei em seu escritório. Ele sentava em uma cadeira enorme atrás de uma mesa grande, na frente havia um sofá pata os visitantes. Mas eu disse a ele que queria sentar em sua cadeira para esta reunião, e ele poderia sentar no sofá. Tom concordou e comecei a falar lenta e razoavelmente sobre a situação. Até que, cuidadosamente subi naquela mesa e mijei em tudo que estava sobre ela!"
Tom Zutaut no entanto lembra que a explosão de Lorre (por assim dizer) foi um pouco mais traumática do que isso... "Corria tudo bem no começo da reunião, mas quando Inger percebeu que o Nynphs havia perdido Bill por aquele período de tempo, ela enlouqueceu. Ela literalmente rasgou as roupas, subiu na minha mesa, abriu a virilha e mijou em todos os lugares, inclusive em mim! Então ela saiu furiosa."
"Minha secretária entrou alguns minutos depois e me encontrou sentado ali totalmente traumatizado, coberto de mijo. Ela pensou que era água e foi buscar alguns lenços. Na época foi muito chocante. Agora, porém, posso rir disso."
Chocante ou não, o "protesto" de Lorre deu certo. No dia seguinte, a cantora recebeu um telefonema da Geffen e foi informada que Bill voltaria a trabalhar com a banda o mais rápido possível. "Pelo menos eles entenderam que só queríamos ele e mais ninguém!", diz ela gargalhando.
O disco saiu finalmente em 1991, mas a má sorte persistiu, pois mais ou menos na mesma época o Nirvana lançou o hiper-mega bem sucedido "Nevermind", que vendeu milhões mundo afora, obrigando a Geffen Records investir todos os seus recursos nele e deixar bandas menores como os Nymphs em segundo plano.
"Eu não culpo a Geffen por isso", declara Siegel. "Eles fizeram o possível por nós. Gravamos videos para "Imitating Angels" e "Sad and Damned", e também pagaram para que fizéssemos uma turnê americana de dois meses abrindo para o Peter Murphy. Devo dizer que eles nos trataram muito bem e ficaram entusiasmados com o álbum".
Infelizmente, a turnê com Peter Murphy provou ser a sentença de morte para a banda, já que as relações entre Lorre e os outros se deterioraram além do ponto sem volta.
"Inger tornou-se impossível de lidar", declara Siegel. "Ela ameaçava sair da banda o tempo todo e até se recusando a subir no palco para um show. A atmosfera era terrível."
EM 22 DE JUNHO DE 1992, as coisas chegaram ao auge no Cameo Theatre em Miami Beach, com um cenário que agora parece uma farsa.
"Inger disse que não queria subir no palco", lembra Siegel. "Então, o resto de nós decidiu ir em frente sem ela. Ela nunca apareceu para os ensaios de qualquer maneira, então estávamos acostumados a tocar sem ela. E também podíamos lidar com o lado vocal. Então, cinco ou seis músicas em nosso set , ela entrou, vestindo seu pijama e um chapéu! Ela começou a discutir conosco no palco, bem à vista do público. Eles devem ter pensado que éramos um bando de malucos. Foi uma loucura. Então não aguentamos mais e a demitimos. Decidimos continuar como um quarteto, mas foi o nosso fim."
Siegel, que admite não ter falado com Lorre desde aquela noite infame em Miami, acredita que a cantora pode ter tido problemas para lidar com as exigências de estar em uma grande gravadora.
"Acho que ela nunca quis estar com uma empresa como a Geffen. No que lhe dizia respeito, The Nymphs deveria estar em uma gravadora independente. Ela estava sempre tentando tornar a vida tão difícil para todos nós. Eu realmente Acho que isso poderia ter nascido de uma frustração de onde ela se encontrava como artista. Mas, no final, não havia como progredirmos com ela."
Na verdade, a banda parou logo depois de se separar de Lorre. "Geffen realmente queria fazer um segundo álbum conosco", confirma Siegel. "Mas todos nós acreditávamos que não valia a pena continuar. Naquela época, eu havia dedicado três anos da minha vida a essa banda e não estava preparado para perder mais tempo com isso. Além disso, parecia errado continuar sem a pessoa que começou The Nymphs. Então decidimos nos separar."
Inger, porém, nega veementemente que ela foi demitida. "Eu sei que é isso que Geoff diz às pessoas. Mas alguém realmente acha que eles teriam demitido a pessoa que fundou a banda e escreveu todas as músicas? Eu fui embora. Tom Zutaut até voou para Nova Jersey, para pedir aos meus pais que tentassem me convencer a voltar."
"Depois que saí, não conseguia nem ouvir rock 'n' roll no rádio; tudo o que ouvia era música clássica. Foi de partir o coração para mim. Eu amava tanto a música e tê-la tirado foi demais para suportar. Houve até momentos em que pensei em não estar aqui. Tive problemas em lidar com o tempo que levou para entrarmos no estúdio e fazer o álbum, talvez eu tenha enlouquecido um pouco na época..."
Mas o álbum em si também mexe com as emoções, e nos faz apreciar o brilhantismo totalmente louco da banda.
"Para mim, The Nymphs foi a banda que praticamente inventou o grunge", insiste Zutaut. “E eles teriam recebido o crédito por isso se o álbum tivesse sido lançado quando deveria ter sido. Pessoas como Courtney Love iriam assistir Inger. Mas deixar a banda esperando pelo produtor enquanto ele trabalhava com o GN'R custou a chance deles", admite.
"A MTV estava pronta para colocar 'Imitating Angels' em alta rotação quando eles se separaram. Eu tentei persuadir Inger a ser paciente e esperar algumas semanas para se firmar na MTV, e então ele teria sido maior do que 'Smells Like Teen Spirit'. Mas ela me disse para me foder, ligou para David Geffen e brigou com ele sobre colocar sua carreira e vida em espera e então disse a ele que The Nymphs havia se separado. E como resultado, ele me disse que a gravadora estava retirando o vídeo da MTV e também decidiu que a empresa não trabalharia mais com a banda. Aquele telefonema psicótico para David Geffen custou não apenas sua carreira, mas também a de sua banda. O problema de Inger é que ela tem rosto de anjo e alma de demônio. É por isso que este álbum é um clássico perdido em vez de um prenúncio multimilionário do movimento grunge."
Inger Lorre é uma pessoa dedicada à paixão e compaixão pela música. É instilado em seu ser e a move emocionalmente a uma profundidade que só acontece com verdadeiros artistas. Ela encontra conforto e uma bússola por causa da música - isso lhe dá voz e substância. E ela está totalmente focada nisso.
"Quando fui para Los Angeles, as pessoas me disseram que havia uma chance em um milhão de conseguir. Mas eu acreditava que poderia ser essa chance em um milhão. Acreditei na esperança e ainda acredito na esperança."
Sobre o disco, Inger se diz intensamente orgulhosa dele. "É atemporal. Não ouço muito, mas quando ouço, fico muito satisfeito com o resultado. Muito disso se deve a Bill Price e também a ótimas canções. Soamos como nós mesmos; Bill capturou aquil e multiplicou por 10. Em um nível pessoal, eu realmente não sabia cantar naquela época. Mas encontrei uma maneira de tentar cantar que me deu meu próprio estilo. Isso foi importante - ter individualidade."
Como banda, The Nymphs era único, e é por isso que este álbum não é um clássico perdido - "É" um clássico.
A trama segue Eddie Weinbauer (Marc Price), um adolescente ávido por heavy metal que se sente deslocado no ambiente escolar e social. Vítima constante de bullying, Eddie encontra consolo em sua música preferida, especialmente na figura de Sammi Curr (Tony Fields), um metaleiro rebelde e provocador que se torna uma espécie de ídolo para ele. Quando Sammi morre tragicamente em um incêndio, Eddie recebe a última gravação do músico como um presente de uma estação de rádio local. Contudo, o que parece ser apenas um vinil de despedida logo revela um lado sombrio: ao tocar o disco ao contrário, Eddie descobre mensagens ocultas que lhe permitem se comunicar diretamente com o espírito de Sammi.
A relação entre Eddie e o espírito de Sammi começa como uma forma de vingança contra seus agressores, mas rapidamente sai de controle. Sammi não é apenas uma figura simpática; ele é um ser vingativo e maligno que começa a usar Eddie como um meio para seus próprios propósitos destrutivos. A medida que o caos se intensifica, Eddie percebe que deve confrontar a figura que outrora admirava para salvar a si mesmo e as pessoas ao seu redor.
Uma das maiores qualidades de Trick or Treat é a maneira como o filme encapsula o pânico moral que cercava o heavy metal na década de 1980. Durante esse período, havia uma preocupação crescente com as supostas influências negativas do rock pesado sobre a juventude, especialmente no que dizia respeito a mensagens subliminares e temáticas ocultas. O filme abraça esse contexto cultural e o leva ao extremo, apresentando uma narrativa onde essas preocupações se tornam literalmente reais. Isso confere à obra um charme kitsch e uma relevância histórica como um produto de sua época.
A trilha sonora é outro ponto alto. Com canções compostas pela banda Fastway, a música não apenas complementa a narrativa, mas também funciona como um personagem por si só. Faixas como “Trick or Treat” e “After Midnight” capturam o espírito rebelde e energético do heavy metal, proporcionando um pano de fundo sonoro perfeito para a história.
Do ponto de vista técnico, o filme é um exemplo interessante de como limitações orçamentárias podem ser superadas com criatividade. Os efeitos especiais, embora datados, são eficazes dentro do contexto do filme. As cenas envolvendo eletricidade e fogo, que representam os poderes sobrenaturais de Sammi, são visualmente impactantes e ajudam a construir a atmosfera de horror.
No entanto, Trick or Treat não está isento de falhas. A narrativa, em alguns momentos, perde o foco, especialmente na transição do segundo para o terceiro ato. Certos personagens secundários são subdesenvolvidos, e o humor, embora divertido, por vezes diminui a tensão que o filme tenta construir. Além disso, o tom geral pode parecer inconsistente, oscilando entre o horror genuíno e o absurdo cômico.
Outro ponto digno de menção são as participações especiais de Gene Simmons, como o DJ Nuke, e Ozzy Osbourne, que interpreta um televangelista conservador. Essas aparições não apenas adicionam um elemento de curiosidade para os fãs de rock, mas também reforçam a conexão do filme com a cultura musical da época.
Em sua essência, Trick or Treat é um filme que abraça completamente seu público-alvo: os fãs de heavy metal e os entusiastas do horror dos anos 80. Ele não tenta ser algo que não é; em vez disso, celebra sua identidade como uma obra despretensiosa, divertida e, em última instância, memorável. Para aqueles que cresceram ouvindo rock e assistindo a filmes de terror em fita VHS, esta é uma experiência nostálgica e encantadora.
Por outro lado, para os espectadores modernos, Trick or Treat pode parecer uma relíquia de um tempo mais simples, com uma narrativa que reflete os medos e valores de uma época passada. Contudo, é exatamente essa qualidade que torna o filme tão fascinante. Ele serve como um lembrete de como o entretenimento pode ser influenciado por contextos culturais específicos e como essas influências podem criar algo único e icônico.
Em resumo, Trick or Treat é mais do que apenas um filme de terror sobre um roqueiro fantasmagórico. É um testamento de uma época, uma celebração da contracultura e uma exploração do poder da música como expressão pessoal e ferramenta de rebeldia. Apesar de suas falhas, é uma obra que merece ser redescoberta por novas gerações e revisitada por aqueles que a apreciaram no passado.
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